O BEIJO DE JUDAS
“Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.” (Mateus 26.46)
O beijo de Judas, o beijo da traição, tornou-se tanto mais vil e odioso devido ao fato de um ato de amor fraternal ter sido usado como ato de deslealdade.
Judas não foi o primeiro traidor da história e nem o único a trair Jesus (lembrem-se de Pedro). O que fez com que se destacasse foi a hipocrisia e a frieza com que deu um beijo na face de quem o acolheu, e melhor, o escolheu.
Ele estava acima de qualquer suspeita, pois durante três anos ele superou ao lado do mestre as angústias, as perseguições, as rejeições e críticas. Para algumas pessoas, uma amizade verdadeira não tem preço, mas para Judas valia trinta moedas de prata. Ele estava ao lado do homem que até hoje é o maior símbolo da fraternidade, mas não aprendeu a amar.
Em uma guerra os soldados se preparam para os bombardeios do INIMIGO, porque sabem que o ataque vem de lá. Mas as vezes na vida, somos alvejados por que jamais imaginaríamos, pelas pessoas que mais amamos e confiamos.
Diferente do que muitos podem pensar, Judas era uma pessoa alegre, admirava Jesus e acreditava que ele era o Messias. Era um homem instruído, cuidava das ofertas e parecia o mais equilibrado dos discípulos. As razões que o fizeram ser lembrado como O TRAIDOR, e não como um grande líder assim como os demais, foram se revelando com o tempo.
Ele foi se tornando uma pessoa auto-suficiente, não sincero, ganancioso e aproveitador. Já não compartilhava com as mesmas idéias com aquele a quem seguia. Para ele o problema da nação era o cárcere do império Romano, enquanto para Jesus, o cárcere das emoções.
Entregar o mestre para ser preso e morto é algo muito grave, mas até chegar a esse "nível" pequenas coisas já corrompiam o caráter de Judas, como por exemplo, saquear as ofertas. Ele poderia ter escolhido abandonar tudo e seguir seu próprio caminho, ou viver o sonho de Cristo, mas preferiu se tornar um frustrado.
Ele seguia Jesus porque acreditava que o mesmo invocaria um grande exército para salvar o povo dos romanos, mas não porque era bonzinho, queria desfrutar do poder, já que era um discípulo. Ele não entendia que não era deste reino (terrestre) que Jesus se referia, quer dizer, ele entendia sim, mas não aceitava.
Ele não traiu Jesus com a intenção de mata-lo, achou que ao ser preso, Jesus iria tomar uma iniciativa, a iniciativa que Judas acreditava ser a certa. Quando percebeu que ele não faria, caiu em sí, mas já era tarde.
Existem no mundo, e pior, ao nosso redor, pessoas mal resolvidas, sem interesse em descobrir a real missão de sua existência. Pessoas que acham estar acima da utilidade das outras, mas esquecem de desenvolver o poder da capacidade. Detectando isso em outras, como um carrapato agarram-se a fim de sugar vitalidade e realizar-se. Pobres de espírito não entendem que a fonte não está nas coisas que essas possuem ou conquistam, mas nelas mesmas.
Muitas vezes o Judas é uma pessoa que nunca imaginaríamos que poderia nos fazer algum mal, mas é ai que se esconde o perigo. Devemos vigiar e orar, como o próprio Senhor Jesus falou e fugir de todos os Judas que aparecem em nossa vidas.
Deixa a Lady Gaga com o Judas dela, afinal é ela que gosta dele.

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